
Juro que não vai doer se um dia eu roubar o seu anel de brilhantes...
Afinal de contas, dei meu coração e você pôs na estante,
Como um troféu, no meio da bugiganga
Você me deixou de tanga...
Ai de mim, que sou romântica!
Quando eu me sinto um pouco rejeitada,
Me dá um nó na garganta...
Choro até secar a alma de toda mágoa,
Depois eu passo pra outra,
Como Mutante...
No fundo, sempre sozinho...
Seguindo o meu caminho...
Ai de mim, que sou romântica!
Kiss me, baby, kiss me!
Pena que você não me quis...
Não me suicidei por um triz...
Ai de mim, que sou assim...
Romântica...
Daniela Mercury
(trilha sonora dos últimos dias...)

As coisas passam lentas,
Mas de repente,
O momento bom acabou:
Você apareceu e já foi embora,
Chegou tão perto
E nem me viu...
O meu "olá!" ansioso pula dos lábios
Pedindo o teu sorriso educado
O sorriso que talvez seja essa coisa que procuro em você,
Pra tentar entender por que a tua imagem vai martelar tanto hoje,
Como tem persistido todo dia,
No querer singelo com que te desejo...
Te quero como meu brinquedo.
Ter-te toda, inteira, minha,
De um jeito impossível
Pra te cobrir de todos os desejos e cuidados e carinhos
Que o teu olhar pede...
Te quero como meu par...
Andar contigo, dormir contigo, comer contigo,
Sonhar contigo um sonho só...
Conto de fadas avesso que crio na minhja cabeça,
Depois de falar mal de todas as fantasias...
Te quero com um cuidado que me seca a garganta,
Uma ânsia que não se traduz,
Porque não é só o suor frio e os versos corridos,
Mas um outro balançar lá dentro
Que talvez provoque tudo isso,
Que me desconcerta de todo,
Só por ver teu rosto quase adolescente...
Só por ver teu corpo...
Só por sentir essa beleza que me cativa de um jeito a criar versos...
Incomodados e doces,
Versos desconcertados,
sublimes e agitados,
Frutos de um ferver esquisito,
Cheio de facetas aqui, no peito...
Facetas talvez inexpressíveis em caneta,
Mas intensas ao ponto de ser necessário controlar cada ímpeto de te pegar pra mim,
Realizar todos os desejos insanos e singelos,
E depois fazer vigília,
Para que nada atrapalhe o sono dessa minha companhia doce...
As pontas do meu quarda-chuva não são paralelas.
Que há de poético em eu dizer isso?
Talvez nada...
Mas talvez as gotas poéticas da chuva poética,
Ou a poética falta de gente na noite da rua poética,
Ou a poética falta de letra na interminável música poética,
Ou talvez tudo isso junto me inunde de um não-sei-quê (poético),
E me faça admirar as tais pontas do meu guarda-chuva.
Poético?
Talvez tudo isso junto é que me faça dizer essas coisas sem sentido...
Que é o sentido?
Paro e penso que todos sentimos coisas completamente sem sentido...
Mas todos cobramos sentido nas coisas.
Talvez dizer isso seja andar contra todo o fluxo de gente...
(E entre essas divagações, percebo que todos caminham no rumo oposto, agora...
E todos, eu, eles e elas caminhamos em busca de algo,
Talvez algo que faça algum sentido,
Por mais que a naturalidade das coisas não nos deixe perceber essa busca...
Por mais que a naturalidade que as coisas ganham não nos deixe percebê-las como são...)
Perceber as coisas como são é encontrar o sentido delas?
Quantas delas têm sentido?
O que motiva a caminhada?
Passo por alguém que boceja...
E chego à conclusão de que pontas de um guarda-chuva podem render boas filosofias...
Ao menos algo que ao menos eu julgue poético...
E seguirei meus dias,
Fazendo valer essas coisas talvez inúteis...
24/03/2009
""
Clima novo, Caixa nova, galera!
Quem acompanhou o Audácia Crítica na última semana ficou por dentro do clima de novidades que estava pintando... e acho que nem precisa escrever nesse post o tanto de mudança que rolou nessa minha caixinha tão amada...
Mal você entrou e já deu de cara com um super novo layout...
Mal você se assustou com a cara nova, e começa a tocar uma música super louca, que talvez tenha embolado na do seu computador, ou te assustado numa leitura de madrugada...
O Caixa de Poesia recebe uma super reforma, que vem acompanhada da despedida de um dos nossos links... Como eu já disse, que acompanhou o Audácia Crítica na última semana, já tá sabendo que em breve, tiro ele do ar...
Por outro lado, os novos ares do mundo virtual também trazem uma nova página, meio lúdica, meio louca, e super minha... como eu, complexa... é o EU Complexo, novo blog entrando no ar, com a antiga tarefa do Audácia incrementada com uma pitada a mais de devaneios...
Espero que todos curtam os novos espaços...
Continuamos nos vendo no mesmo bat-canal, um antigo sai do ar, e um outro vem bombando...
Espero sempre as visitas e os comentários nessa Caixa nossa de sempre...
Abraço forte,
Clima novo, Caixa nova, galera!
Quem acompanhou o Audácia Crítica na última semana ficou por dentro do clima de novidades que estava pintando... e acho que nem precisa escrever nesse post o tanto de mudança que rolou nessa minha caixinha tão amada...
Mal você entrou e já deu de cara com um super novo layout...
Mal você se assustou com a cara nova, e começa a tocar uma música super louca, que talvez tenha embolado na do seu computador, ou te assustado numa leitura de madrugada...
O Caixa de Poesia recebe uma super reforma, que vem acompanhada da despedida de um dos nossos links... Como eu já disse, que acompanhou o Audácia Crítica na última semana, já tá sabendo que em breve, tiro ele do ar...
Por outro lado, os novos ares do mundo virtual também trazem uma nova página, meio lúdica, meio louca, e super minha... como eu, complexa... é o EU Complexo, novo blog entrando no ar, com a antiga tarefa do Audácia incrementada com uma pitada a mais de devaneios...
Espero que todos curtam os novos espaços...
Continuamos nos vendo no mesmo bat-canal, um antigo sai do ar, e um outro vem bombando...
Espero sempre as visitas e os comentários nessa Caixa nossa de sempre...
Abraço forte,
Murilo Araújo
Tá tudo assim tão claro,
Tá tudo brilhando em mim...
Tudo ligado...
Como se eu fosse um morro iluminado por um âmbar elétrico
Que vazasse dos prédios
E banhasse a Lagoa até São Conrado...
E ganhasse as Canoas aqui do outro lado...
Tudo plugado,
Tudo me ardendo
Tá tudo assim queimando em mim,
Feito salva de fogos
Desde que sim, eu vim
Morar nos seus olhos...
Tá tudo assim queimando em mim...
Comno salva de fogos
Desde que sim, eu vim
Morar nos seus olhos...
Eu quero um colo,
Um berço,
Um braço quente em torno ao meu pescoço...
Uma voz que cante baixo,
E pareça querer me fazer chorar...
Eu quero um calor no inverno,
Um extravio morno da minha consciência,
E depois, sem som, Um sonho calmo...
Um espaço enorme...
Como uma lua rodando entre as estrelas...
Maria Bethânia
...
Para ouvir e/ou baixar a música, clique aqui
...
Tá tudo brilhando em mim...
Tudo ligado...
Como se eu fosse um morro iluminado por um âmbar elétrico
Que vazasse dos prédios
E banhasse a Lagoa até São Conrado...
E ganhasse as Canoas aqui do outro lado...
Tudo plugado,
Tudo me ardendo
Tá tudo assim queimando em mim,
Feito salva de fogos
Desde que sim, eu vim
Morar nos seus olhos...
Tá tudo assim queimando em mim...
Comno salva de fogos
Desde que sim, eu vim
Morar nos seus olhos...
Eu quero um colo,
Um berço,
Um braço quente em torno ao meu pescoço...
Uma voz que cante baixo,
E pareça querer me fazer chorar...
Eu quero um calor no inverno,
Um extravio morno da minha consciência,
E depois, sem som, Um sonho calmo...
Um espaço enorme...
Como uma lua rodando entre as estrelas...
Maria Bethânia
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Maldita a hora em que te revejo...
O desassossego do teu sorriso vai me balançar até o fim do dia...
Torturante presença deliciosa,
Olhar teus olhos pretos
Que se desviam dos meus num sorriso desconcertado
De quem age tranquilo
Por não conhecer essa coisa forte e talvez proibida
Que sacode o baú da minha história
E mexe com meu mais sensível presente a cada vez que apareces...
Maldita pra mim, a hora em que te vejo,
E fuço e acho em ti a realização do meu passado...
Maldita a hora que por vezes desejo,
Quando forço encontros casuais,
E falo bobagens, ansiosamente desesperado,
Esperando o momento sutil do sorriso,
Instante sutil e intenso,
Em que me guardo para não te levar comigo,
E deitar contigo,
E talvez não fazer nada,
A não ser mexer no teu cabelo, deitado em ti,
Te aquecendo com meu corpo e te vendo dormir,
Pele a pele,
Todos os pontos de toque,
Pontos de troca de todas as energias que fluam de mim para ti,
Todas as energias que fogem do meu corpo...
Esse corpo que se abre sempre que te vê,
Sem que eu governe,
Sem que eu controle os meus olhos ansiosos,
Que te buscam sempre...
Sem escrúpulos...
Murilo Araújo, 28/03/2009
...
O desassossego do teu sorriso vai me balançar até o fim do dia...
Torturante presença deliciosa,
Olhar teus olhos pretos
Que se desviam dos meus num sorriso desconcertado
De quem age tranquilo
Por não conhecer essa coisa forte e talvez proibida
Que sacode o baú da minha história
E mexe com meu mais sensível presente a cada vez que apareces...
Maldita pra mim, a hora em que te vejo,
E fuço e acho em ti a realização do meu passado...
Maldita a hora que por vezes desejo,
Quando forço encontros casuais,
E falo bobagens, ansiosamente desesperado,
Esperando o momento sutil do sorriso,
Instante sutil e intenso,
Em que me guardo para não te levar comigo,
E deitar contigo,
E talvez não fazer nada,
A não ser mexer no teu cabelo, deitado em ti,
Te aquecendo com meu corpo e te vendo dormir,
Pele a pele,
Todos os pontos de toque,
Pontos de troca de todas as energias que fluam de mim para ti,
Todas as energias que fogem do meu corpo...
Esse corpo que se abre sempre que te vê,
Sem que eu governe,
Sem que eu controle os meus olhos ansiosos,
Que te buscam sempre...
Sem escrúpulos...
Murilo Araújo, 28/03/2009
...
Não sei como consigo não chorar todas as vezes que escuto esse som...
Enfim, releituras para a vida.........
Eu encontrei-a quando não quis mais procurar o meu amor
E quanto levou foi pr'eu merecer...
Antes um mês e eu já não sei
E até quem me vê lendo o jornal na fila do pão sabe que eu te encontrei...
E ninguém dirá que é tarde demais,
Que é tão diferente assim...
Do nosso amor a gente é que sabe, pequena
Ah vai!
Me diz o que é o sufoco,
Que eu te mostro alguém a fim de te acompanhar
E se o caso for de ir à praia, eu levo essa casa numa sacola...
Eu encontrei-a e quis duvidar...
Tanto clichê deve não ser...
Você me falou pr'eu não me preocupar:
Ter fé e ver coragem no amor...
E só de te ver,
Eu penso em trocar a minha TV num jeito de te levar a qualquer lugar que você queira,
E ir onde o vento for, que pra nós dois sair de casa já é se aventurar...
Ah vai!
Me diz o que é o sossego,
Que eu te mostro alguém a fim de te acompanhar...
E se o tempo for te levar,
eu sigo essa hora e pego carona pra te acompanhar
Los Hermanos (Rodrigo Amarante)
...
Enfim, releituras para a vida.........
Eu encontrei-a quando não quis mais procurar o meu amor
E quanto levou foi pr'eu merecer...
Antes um mês e eu já não sei
E até quem me vê lendo o jornal na fila do pão sabe que eu te encontrei...
E ninguém dirá que é tarde demais,
Que é tão diferente assim...
Do nosso amor a gente é que sabe, pequena
Ah vai!
Me diz o que é o sufoco,
Que eu te mostro alguém a fim de te acompanhar
E se o caso for de ir à praia, eu levo essa casa numa sacola...
Eu encontrei-a e quis duvidar...
Tanto clichê deve não ser...
Você me falou pr'eu não me preocupar:
Ter fé e ver coragem no amor...
E só de te ver,
Eu penso em trocar a minha TV num jeito de te levar a qualquer lugar que você queira,
E ir onde o vento for, que pra nós dois sair de casa já é se aventurar...
Ah vai!
Me diz o que é o sossego,
Que eu te mostro alguém a fim de te acompanhar...
E se o tempo for te levar,
eu sigo essa hora e pego carona pra te acompanhar
Los Hermanos (Rodrigo Amarante)
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